Canadá – Um Sonho de Viagem 2

Parte 2 – Começando pela Costa Leste
  
 

 

Nossa viagem começou em Toronto, que já conhecíamos. Cidade agradabilíssima, muito cosmopolita, porém sem aquela agitação frenética das grandes metrópoles. É a maior cidade canadense, com cerca de 4 milhões de habitantes, centro financeiro do país, localizada na província de Ontario (por favor, nada de suprimir letras!). Nosso vôo pela Air Canada foi bem tranquilo, e ficamos muito contentes porque o hotel escolhido na CVC era bem localizado, porém num local silencioso e agradável, vejam:  

 

Hotel Quality Inn, entre Jarvis e Lombard Street, Toronto

 Da janela do hotel tínhamos uma linda vista, com muito verde.  

Da janela: catedral St James, muito verde e arranha-céus

Curtimos a cidade, visitamos a CN Tower, maior torre sem sustentação do mundo, aproveitamos a sua excelente gastronomia e alugamos carro para dar um pulinho em Niagara Falls. As cataratas são bem bonitas, gostaria de ter ficado até anoitecer para vê-las iluminadas, mas o pôr do sol acontece muito tarde no verão e estávamos bastante cansados, então desistimos. Mas fizemos o passeio no barco Maid of the Mist e fomos ver as esquisitices de Clifton Hill, uma rua ultra brega, a principal da cidade.  

Passeio nas cataratas a bordo do navio Maid of the Mist

"Chão de vidro" na CN Tower: a cidade a seus pés

Downtown Toronto: arranha céus e charme canadense

Tinha comprado na internet os tickets para a viagem Toronto/Québec pela Via Rail. Comprei 2ª classe pois já havia viajado dessa forma em 93 e tinha sido ótimo. Quando trocamos de trem em Montreal melhorou sensivelmente, mas o primeiro trem Toronto/Montreal na 2ª classe foi simplesmente horroroso, arrependi-me amargamente por não ter comprado 1ª classe!  

Outro aviso: caso você pretenda visitar Toronto no verão (fomos no final da primavera), acredite, realmente pode fazer bastante calor. Eu não tinha acreditado e só havia levado tênis e sapatos fechados. Resultado, tive que procurar uma sandália para o meu micro pé (pelos padrões canadenses), que fosse  bonitinha e não muito cara, e creia-me, foi muito difícil, as sandálias eram invariavelmente horríveis, grandes demais ou caras, isto quando não reuniam as 3 “qualidades”. Mas consegui, ufa!  

Acho mágica a chegada por trem a Québec, a estação é fofíssima. Ficamos hospedados no mesmo hotel da 1ª viagem, o Manoir Victoria, que tinha sido reformado recentemente; já era muito bom em 93, agora está bem melhor, e é na Côte Du Palais, bem na Vieux Québec, você caminha por todas aquelas ruazinhas absolutamente charmosas, para todo lugar que se olhe só se avista beleza.  

Vieux Québec, avistando-se Chateau Frontenac e Rio São Lourenço

A ville  de Québec,  única cidade murada da América do Norte,  situa-se na província de mesmo nome, a maior do país,  até bem pouco tempo  também a mais importante. A Nova França, fundada pelo grande navegador Samuel de Champlain nessa região do São Lourenço e da Baía do Hudson no início do século 17, tinha no comércio de peles, monopolizado a partir de 1670 pela Hudson’s Bay Company, a sua grande fonte de renda. Sua importância é tão grande que  o Canadá é um país bilíngue apenas por sua causa. A colonização francesa iniciada por Champlain foi finalmente encerrada após a Guerra dos Sete Anos, que culminou, em 1759, na famosa batalha das Planícies de Abraão, quando os ingleses, que já dominavam outras províncias no país, tomaram conta também de Québec.  Os québecois são extremamente orgulhosos de sua história,  sua língua e demais tradições. Durante muitos anos houve um movimento separatista, tendo ocorrido vários plebiscitos, até que depois do último deles, em que os contrários à separação ganharam por diferença apertadíssima, a Câmara dos Comuns do Canadá aprovou uma moção reconhecendo que “os quebequenses formam uma nação dentro de um Canadá unido.”   

Place Royale

 Visitando Québec, não deixem de alugar um carro para conhecer seus arredores. A natureza é muito exuberante. As fotos abaixo não estão muito boas, mas eu garanto que ao vivo é lindo.

Nossa, que saudade! Vocês já estão animados para comprar passagens e reservar hotéis? No próximo post, Montanhas Rochosas, até lá.

Cachoeira Montmorency (La chute Montmorency), arredores de Québec

 

Basílica de Sainte Anne de Beaupré, arredores de Québec (sec XVII)

 

Terrace Dufferin

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