Impacto

Primeira vez em Paris. O olhar encanta-se com tanta beleza.  Quartier Latin, em frente à Sorbonne, local do simpático hotel escolhido para a estadia, é perfeito. A poucos passos , o Sena, a Conciergerie, a Notre Dame, o Palácio de Justiça com a Saint Chapelle.

Sena fotografado da janela do Louvre

Detalhe da Conciergerie, às margesn do Sena

Simetria na paisagem invernal do Jardim de Luxemburgo

Museu de Cluny, atualmente denominado Museu Nacional de Moyen Age

As paisagens parisienses encantam, já os museus e igrejas são puro deleite.

O Museu Rodin é bastante relaxante, pois podemos apreciar várias obras em seus maravilhosos jardins. Rodin viveu nessa mansão, o Hôtel Biron, de 1908 a 1917, ano de sua morte. Em troca do apartamento e estúdio, de propriedade do Estado, o artista legou ao país a sua obra, hoje exposta no museu.

Jardins do Museu Rodin, obra O Pensador, Dôme ao fundo

Após a visita, quis seguir à risca o meu planejamento e almoçar num restaurante recomendado no Guia Visual da Folha. Detalhe: este ano, em minha segunda viagem, já não tinha muitos planos, bem mais  relax… ô coisa boa! Bem, o marido olhou o mapa (sua especialidade) e disse-me que o tal do restaurante era perto. Resultado: caminhada de quase uma hora, e quando finalmente chegamos,  estava fechado. Fracasso total, não? NÃO, absolutamente não! Olha o que avistamos, com muita emoção (não estava no esquema) no caminho:

Torre Eiffel

Bem ao lado do tal restaurante fechado encontrava-se uma créperie minúscula. A fome apertava, eram mais de duas da tarde… Entramos. Lugar simpaticíssimo, tipicamente francês, acho que não vai um turista sequer, administrado por uma família em que só o pai fala um pouquinho de inglês. E os crepes, tanto doces quanto salgados… huuuummm! Infelizmente não me lembro o nome e não vi cartão do lugar.

Moral da história: vitória do improviso sobre  o planejamento sem graça, lição que ficou para as minhas viagens seguintes. Devemos restringir ao mínimo nossas agendas para o dia a dia da viagem.  Caminhar, relaxar, apreciar e aceitar todo o impacto, positivo ou negativo, que apareça pelo caminho.