Ortisei

Adorável cidadezinha italiana, situada na província denominada Trentino-Alto Ádige, região de Val Gardena, nordeste italiano, quase fronteira com a Áustria. Na verdade quando chegamos  parecia que havíamos deixado a Itália, principalmente devido à língua falada por lá, pois menos de 6% dos habitantes de Ortisei têm o italiano como primeira língua. Mais adiante eu explico essa história.

Em Bolzano pegamos o ônibus que nos levaria a Ortisei

Ortisei fica a cerca de 40 km de Bolzano, cidade com boa estrutura de transportes, porém meio sem graça. Chegamos a Bolzano de trem e pegamos o ônibus para o nosso destino final. Tudo deu certinho graças ao super Zé, que nos passou todas as dicas.

A viagem é linda, como vocês podem imaginar, já que estamos nos Alpes italianos, denominados Dolomiti, e dura cerca de uma hora. O ponto negativo foi que viajamos em pé o tempo inteiro, em alguns momentos havia pessoas até mesmo nas escadas do ônibus! Ficou claro para nós que a periodicidade/quantidade de ônibus atual é insuficiente para a demanda. Mas viajar de ônibus em pé na Itália, Dolomiti, com aquela paisagem, vale, né? (O marido ficou meio verde, mas resistiu bravamente!)

Ortisei também é denominada St Ulrich (o nome alemão). O David, filho do dono da pousadinha (Garni Rives) em que ficamos contou-me que, há cerca de 100 anos atrás, o idioma de todas as vilas situadas nos Alpes era o ladino, originado da linguagem celta mesclada ao latim dos conquistadores romanos do primeiro século da era cristã. Com o advento dos estados modernos,  da unificação de Itália e Alemanha a partir da segunda metade do século 19, e principalmente após a I Guerra Mundial, cada país começa a impor o seu idioma, e o ladino desaparece dos Alpes, com exceção de 7 vilas aonde ele ainda é falado e ensinado nas escolas.  O fato é que praticamente não ouvimos o italiano durante a nossa visita, pareceu-nos que todos ali falavam alemão e ladino.

Ortisei

Museu de Val Gardena, boa mostra da cultura da região

Linda maquete da cidade, exposta no Museu

Ortisei dá acesso a duas montanhas, boas para a prática de esqui ou caminhadas: Seceda e Alpe di Siusi. O acesso é excelente, você caminha um pouco numa espécie de túnel e depois pega a gôndola para a montanha.

Caminho para o Seceda, a ninja ali sou eu (muuuito frio)

Belo painel mostrando a montanha de forma panorâmica

Na verdade, nós chegamos a Ortisei junto com uma frente fria com a qual não contávamos, então acabamos desistindo de subir a montanha, pois lá em cima a temperatura estava inferior a zero. Mas cliquem neste link para ver mais imagens e um videozinho interessante.

Impressão geral: valeu muito a pena, como vocês podem ver por todas as imagens aqui. Voltaremos com certeza, se Deus nos permitir!

Mais Ortisei para finalizar:

Delícia caminhar admirando esta paisagem!

Lindo visual visto de nossa varandinha na pousada.

Gatinho charmoso!

Ciao Itália

No excelente blog Abrindo o Bico, da querida Marcie, (veja no blogroll ao lado o link) fiz um relato de minha recente viagem à Itália.

Já que inaugurei blog próprio, transcrevo aqui o texto, lembrando que algumas  fotos/legendas são diferentes.

Após um gostinho da Europa ano passado, quando conhecemos Paris e Madri no finalzinho do inverno, eu e o marido resolvemos conhecer algumas cidades da Itália.

Na verdade, esta viagem deveria ter sido feita somente no ano que vem, pois meu filho casou-se agora em setembro e a despesa, bem como o stress, foram medonhos… Mas quando eu coloco um plano na minha cabecinha, não sossego – e afinal de contas, era pra comemorar minha aposentadoria!

Solução encontrada: mochilão “chic”!

Foram quase três semanas (demos uma passadinha de 4 dias em Paris pra matar as saudades) em que provamos que, definitivamente, a vida começa aos 40, pois nossa vitalidade foi de adolescentes.

Depois de ter conhecido o charme do inverno parisiense, foi muito bom rever a cidade numa temperatura agradável para nós, brasileiros, e não ter compromisso de conhecer lugares, e sim desfrutar da cidade do modo mais slow possível.

Adoro os Cafés parisienses...

Adoro os Cafés parisienses…

Chegamos a Veneza, primeiro destino da nossa temporada italiana, pela Air France. Estávamos tão deslumbrados com a cidade que nem nos importamos tanto com a caminhada de uns 15 minutos até o hotel, arrastando as malas pelas pontes e ruas acidentadas. Veneza é uma cidade realmente fascinante, como você pode ver por aqui:

Anoitecer em Veneza...

Anoitecer em Veneza…

Foi com certeza a cidade em que melhor comemos na Itália. Nossa alimentação é à base principalmente de peixes e saladas, então fizemos a festa. Primeiro jantar, chegamos à trattoria indicada pela recepcionista do hotel, Ae 3 Soree, bem típica, garçonetes falando muito pouco inglês. Olhei o cardápio e descobri pesce a la griglia (grelhado), preço razoável – 24 euros para duas pessoas. Pedimos contorni (acompanhamentos, legumes) e insalata, felizes da vida. Só que a porção para dois na verdade serviria uns quatro: três peixes enooooormes, atum e polvo. Tudo bem, valeu a lição, aprendemos logo em nossa primeira refeição que os italianos são fartos, as porções são muitas vezes suficientes para dois, então em várias ocasiões dividíamos alguma coisa. Outra trattoria BBB que experimentamos foi a Casa Mia, onde comi um salmão maravilhoso.

Gente, vou ter que confessar. Amei Veneza mas depois de algum tempo andando, ( porque – sim, nos 2 dias em que ficamos lá conseguimos a façanha de nos perder em TODAS as vezes em que deixamos o hotel), a coisa começava a me irritar, ou melhor, os meus pés é que gritavam.

Pausa para foto... e descanso!

Pausa para foto… e descanso!

Segundo destino, Dolomiti, vilinha de Ortisei (copiado do roteiro do

HPIM3302

Ortisei vista da varanda de nosso hotel

Chegamos à cidade junto com uma frente fria, devia estar uns 10º C, e chuviscava. Bem na nossa frente, o Café Haiti, local de um tremendo momento Ofélia. Pedi capuccino com panna, pois queria uma coisinha leve pra poder jantar mais tarde. Veio o capuccino e eu fiquei aguardando, certa de que panna era pão – tolinha…

Teve um outro mico bem básico, não imprimi o e-mail de confirmação da reserva do B&B, feita com 6 meses de antecedência, e não sabia o nome da rua do hotel. E ninguém conhecia o Garni Rives por ali. Coisas de adolescentes…

Fomos em seguida a Florença, lugar adorável, onde aproveitei também pra conhecer Siena e Pisa. Siena é muito bem preservada, ruelas e becos nos transportam para o passado, vejam:

Siena

Siena

Visitando Florença, não deixem de ir à Piazza Michelangelo, apreciar sua bela vista da cidade, e relaxar. Tem ônibus que deixa lá em cima, mas se você tiver disposição vá a pé mesmo, é gostoso. Só conto pra vocês que essa minha temporada na zoropa fez o que seis meses de dieta não tinham conseguido… Falando em comida, duas indicações de restaurante, a Antica Trattoria da Tito (Via San Gallo, 112), próxima à Piazza San Marco, super típica, ambiente pra lá de alegre, garçons atenciosos, comida boa e barata. Para almoço, próximo à Piazza Michelangelo, tem o Zoe (Via dei Renai, 13), decoração jovem e clean, serviço bem rápido.

Finalmente, Roma, que já começou bem por ter sido a primeira estação de trem onde conseguimos carregador, nas outras não vi nem carrinho para as malas, caramba! Toda vez que estava nas estações de trem da Itália tinha saudades da organização e limpeza do Canadá. Banheiros das estações de cidades menores sempre meio sujinhos.

Amei Roma, suas piazzas e fontanas grandiosas (pena que esteja tudo tão lotado sempre, dia e noite), o Museu do Vaticano foi o de que mais gostei nessa viagem, dentre tantos maravilhosos.

Coliseu

Coliseu

HPIM3774

Piazza Navona, lindas fontes

Pra fechar a viagem, momento Ofélia total na cantina ao lado de meu hotel, onde fui pedir um café da manhã tardio (eram 11 h). A moça, romena, falava pouco inglês e euzinha queria aproveitar para utilizar minhas palavrinhas em italiano, então pedi formaggio, caffe latte, succo di arancia e panne, ao que ela me informou não ter pão, daí soltei esta: “un cornuto”. E ela foi tão legal que corrigiu pra corneto sem rir…