Relaxando em Vancouver e Victoria

Planejar uma viagem é essencial para aproveitar ao máximo cada cidade/região visitada, qualquer que seja o seu objetivo. Confesso que não fiz o meu dever de casa direito nessa viagem. Saí do Brasil sabendo que os 3 dias que tinha reservado para Vancouver não seriam suficientes, mas estava numa queda de braço com a CVC, que havia errado a minha reserva, e não quis fazer a alteração dos bilhetes, mas isso é outra história.

Fato é que chegamos a uma cidade deslumbrante e não tínhamos tempo para tudo o que queríamos ver. Conversei com o marido e decidimos que 1 dia seria dedicado a Victoria, capital da província, e nos outros 2, em Vancouver, relaxaríamos. Isso mesmo. Sem compromisso de madrugar, andar o dia inteiro e dormir tarde, naquele afã de ver o máximo.

Passeamos muito pela Gastown, lugar onde surgiu a cidade, e que estava bem pertinho do nosso hotel. A Water Street, a principal da região, tem ruas pavimentadas de pedras (para meu desespero, quando estava arrumadinha, de salto) e lâmpadas a gás, com muitas lojinhas e cafés charmosos. Mas o mais interessante é o relógio a vapor, que toca a cada 15 minutos – um charme, é do século XIX. Na primeira noite, procurando um lugarzinho BBB pra comer, topei com a Old Spaghetti Factory, que pratos gostosos! Ao final da refeição, a simpática garçonete perguntou se eu aceitava sorvete e eu já ia dizendo que não, quando ela esclareceu – “está incluído…” ôpa, então vamos provar o sorvete!!

Vancouver, como várias outras cidades, também tem a sua Chinatown. Na minha opinião, esta é bem mais interessante que a de Nova York, mas tenha um certo cuidado ao circular por suas ruas e naquelas que dão acesso, o ambiente é um pouco pesado.

Portal da Chinatown, uma charme

Dr. Sun Yat-sen Classical Chinese Garden

O Dr. Sun Yat-sen Park é um jardim chinês, na verdade o primeiro jardim da dinastia Ming em tamanho real construído fora da China. Super relaxante… Para a sua construção, mais de 50 artesãos vieram de Suzhou, Cidade Jardim da China. Imperdível.

 Stanley Park é o lugar para onde todos convergem em busca de lazer. Ali pode-se alugar bicicletas, caminhar em trilhas, observar a beleza do porto English Bay e admirar as montanhas da costa, nos dias claros. Infelizmente, na foto, não dá pra observar as montanhas, pois estava nublado. Dentro do parque, o  Aquário de Vancouver é ótimo, vale e muito a visita.

English Bay, Stanley Park

Réptil proveniente da floresta amazônica, no Vancouver Aquarium

Beluga

Durante a viagem não alugamos carro o tempo inteiro pois não havia necessidade, nas cidades maiores poderia até atrapalhar; nas Rochosas, entretanto, foi fundamental e ajudou muito. Agora, para visitar a ilha Victoria, tínhamos que decidir se seria ou não vantajoso alugar. Como eu sou um pouquinho (han, han…) comodista, não analisei muito as outras opções, mas o sistema de transporte público em Vancouver é excelente. Fato é que, chegando ao ferry que nos levaria a Victoria, tivemos uma grande surpresa; na verdade eu achava que seria algo parecido com a balsa que fazia a travessia entre Santos e Guarujá, velha conhecida desde a infância (pausa para risos). Era um bichão enorme,  3 andares só de estacionamento, lanchonetes, várias lojas. Problema: tarifa compatível com todo esse serviço e comodidades durante  1 hora de travessia. Ainda bem que eles aceitavam cartão de crédito…

Homem de kilt tocando gaita de foles ao lado de totem - combinação estranha

Parlamento, Victoria

Parlamento, Victoria

Espero que vocês tenham gostado deste rolêzinho pelo Canadá, lindo país de povo simpático e acolhedor, apreciadores do “gingado brasileiro”.

 

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Rochosas sobre Trilhos

Após visitar os parques de Jasper e Banff realizei um dos meus sonhos, a viagem a bordo do Rocky Mountaineer ( http://www.rockymountaineer.com ) através das Rochosas em direção a Vancouver, na Colúmbia Britânica. Foi sensacional, o percurso é feito em dois dias, com pernoite em Kamloops, hotel já incluído no  bilhete. Aqui, uma dica: as bagagens permanecem no trem, então separe coisas essenciais como roupa íntima e muda de roupa para o dia seguinte, para assegurar total conforto.

Abaixo, as imagens do percurso, que saudade!

Lá vamos nós, a 20 km/hora, para curtir e fotografar cada cantinho

Montanhas escandalosamente belas

Lake Louise

Rio Thompson

Rio Fraser

Notem a mudança na vegetação, é o semi-árido canadense.

A região de Kamloops, na Colúmbia Britânica, é semi-árida, o que me surpreendeu muito, não imaginava que houvesse esse tipo de clima e vegetação no Canadá. No trem a guia turística informou-nos que as temperaturas, no verão, às vezes chegam perto de 40º C (!!!), porém observei a média no Weather.com e verifiquei que fica em torno dos 30ºC, mas os invernos são rigorosíssimos.  A precipitação pluviométrica fica em torno de 33 mm, isto em dezembro, que é o mês mais úmido. No Rio de Janeiro, onde moro, a precipitação atinge o mínimo de 55 mm no mês mais seco. Porém Ashcroft, localizada a cerca de 90 km de Kamloops é ainda mais seca, com menos de 25,4cm de precipitação pluviométrica anual (contra cerca de 36cm da cidade vizinha). Só pra contrariar, na noite em que passamos lá caía uma chuva fininha.

Outra curiosidade, o nome Kamloops vem de “T’Kemlups”, que significa “encontro das águas” no idioma dos índios Shuswap. Esse encontro é o dos rios Thompson Norte e Sul. O passeio é repleto de informações e curiosidades, recebemos um jornalzinho informando-nos sobre cada parte do percurso, além de uma bela revistinha e um CD com lindas imagens das montanhas, rios e fauna da região.

Que delícia, rafting no Rio Fraser, queria ser bem corajosa pra embarcar!

Gostaram? Então dêem uma olhada no site e comecem a planejar. Mas não se esqueçam de me chamar, pois eu quero voltar, fazendo também um cruzeiro ao Alaska.

Até a próxima parada, que vai ser rapidinha mas beeem relaxante: Vancouver. Ah, e por favor, comentem! Vejam, ao lado, o selinho da campanha lançada pelo Rob Gordon, do ótimo blog Championship Vynil .

Comente, elogie se gostar, critique se não gostar, pergunte… você é a vida e a razão de ser deste blog, blogueiros não gostam de falar sozinhos, não!