Um sonho a mais não faz mal

Restaurante do Museu Orsay, em Paris: lindo ambiente e bons preços

Como visitar a Europa? Aliás, como conhecer o melhor de cada país, quando o seu tempo, orçamento, ou mesmo a conjugação desses dois fatores não permite uma estadia muito longa em seu destino?

Comecei a matar essa charada, inicialmente, visitando o excelente blog do Ricardo Freire.

Ali, o comandante, como os leitores do blog o chamamos, deixava claro que não tem como “conhecer” a Europa numa viagem. Você tem que ajustar os seus planos de modo a não ficar estressado fazendo/desfazendo malas o tempo inteiro. Nesse sentido, escolher poucos países, ou mesmo apenas um, para apreciá-lo melhor, é um grande primeiro passo.

Em segundo lugar, devemos ter em mente que ficar um tempo mais longo em algumas cidades, fazendo delas a “base” para passeios estilo “bate-volta” a locais que fiquem a pouco tempo de viagem de trem ou carro é uma excelente estratégia.

É muito importante também definir o seu objetivo, seus maiores interesses. Não que você tenha que ficar engessado por isso, mas é bom ter uma boa idéia do que cada local oferece em termos de belezas naturais, museus, igrejas, monumentos, belas praças, gastronomia, galerias de arte, concertos musicais e principalmente eventos sazonais, como festivais de música, feiras, festas em feriados, etc. Porque é IM-POS-SÍ-VEL conhecer tudo, temos que ser seletivos mesmo.

Sabendo disto tudo, vamos ter um planejamento que deixe margem para que se desfrute o lugar, não nos obrigando a cumprir uma agenda cheia, que muitas vezes nos faz chegar ao final do dia, além de cansados, frustrados por não termos conseguido usufruir das nossas visitas do modo como havíamos planejado.

Além dos guias de viagem impressos – recomendo os da Publifolha, são excelentes – os blogs nos dão um auxílio precioso. Clicando no blogroll ao lado você pode visitar diversos blogs que irão auxiliá-lo.

Com o excelente sistema de transporte europeu você consegue visitar países vizinhos. Existem companhias aéreas low-cost, como a Ryanair, assim como podemos utilizar as ferrovias – vários países possuem trens de alta velocidade, e fazendo-se a compra dos bilhetes pela internet conseguimos muitas vezes excelentes promoções e descontos.

Neste caso, fique bem atento à sua bagagem, pois tanto nas low-cost quanto nos trens (experiência própria) não é recomendável viajar com muito peso. No caso das aéreas, porque tais companhias cobram pesadamente o excesso de bagagem e no segundo caso, bem… haja disposição para colocar/retirar as malas do bagageiro. Este ano fiquei orgulhosa pois consegui fazer malas de modo mais racional, eliminando assim uma das bagagens de mão (levei apenas uma, compartilhada com o marido). Leve principalmente roupas que não amassem, não esquecendo, é claro, de duas ou três peças para uma ocasião especial – nós, mulheres, temos isto como fundamental, não é mesmo?

Ainda no quesito bagagens, lembre-se de que é realmente possível reduzir a quantidade de peças contando-se com as lavanderias que encontramos facilmente nas cidades com maior estrutura. Acredite, usá-las não é nenhum bicho de sete cabeças.

Pode ser que você adore dirigir e tenha tempo suficiente para enfrentar horas nas auto estradas, curtindo cidadezinhas e cantinhos interessantes e bucólicos. Neste caso, considere a habilitação internacional, logicamente acompanhada de um bom cartão de crédito, e alugue ou faça leasing de carro nos países europeus. Note bem, esta opção é excelente para conhecer-se o interior de cada país, nas capitais é quase sempre mau negócio. Em Paris, por exemplo, não recomendo de forma alguma, exceto para visitar-se os arredores. Que maravilha percorrer Portugal/Espanha de carro, parando nas cidadezinhas, hospedando-se nos Paradores espanhóis… Ai, ai…

No item hospedagem, muita atenção! Consulte sempre sites como o Tripadvisor, que contém resenhas de viajantes, para ter uma idéia mais realista, que você logicamente não conseguirá nos sites dos hotéis. A partir de 100 euros (diária) você consegue hospedagem decente em cidades como Madri e Paris, por exemplo. Obviamente, se o seu orçamento for maior, você não terá grande dificuldade, por volta de 150/170 euros a decisão torna-se bem menos árdua. Para estadias maiores do que uma semana e/ou se estiver viajando com amigos, pode ser excelente idéia o aluguel de um apartamento. Em qualquer caso, lembre-se: localização, limpeza, funcionalidade são os requisitos básicos que devem nortear a sua escolha. Ano passado, antes de resolver montar minha viagem totalmente por conta própria, certo agente de viagens propôs-me ficar no Ibis do aeroporto Charles de Gaulle: sem comentários… (longe demais!)

Vejamos: você já definiu que países visitar, olhou o Weather Channel, na internet, para ter uma idéia de como estará o clima naquela época, podendo dessa forma levar roupas apropriadas, definiu em linhas gerais o seu roteiro em cada cidade/país, escolheu o hotel/apartamento de acordo com o seu orçamento em localização conveniente. Sua viagem começa a tomar corpo, e a esta altura você já sabe, em linhas gerais, quanto irá gastar. Começa a perceber, com satisfação,  que o seu sonho é bastante viável… Claro que a maior parte de nós terá que economizar/programar sua realização, abrindo mão de uma cosita ou outra em seu dia a dia.

Próximo item: alimentação. Para alimentar-se razoavelmente bem, comendo em bistrôs e restaurantes mais simples, calcule o mínimo de 40 euros por pessoa/dia. Este quesito é, na verdade, muito pessoal, porque muitos, mesmo em casa, preferem não jantar. Não é o meu caso, e eu sempre gasto bastante para comer bem. Em Paris muitos bistrôs trabalham com a formule, no horário de almoço, em que cobram na faixa de 12/16 euros por pessoa para refeição que inclui prato principal, bebida e sobremesa. Outras cidades européias tem esquema similar. Uma boa experiência que tive foi no Museu Thyssen, em Madri, onde o cardápio dessa fórmula, no restaurantezinho da instituição, incluía bebida (água mineral, taça de vinho ou refrigerante) três opções de entrada, outras três de prato principal e sobremesa, e tudo bem gostoso!

Os países da União Européia não exigem vistos para entrada, porém impõem algumas condições. Uma delas é que se faça um seguro saúde no valor de 30.000 euros, o que pode ser conseguido gratuitamente comprando-se as passagens aéreas/pacote com a maior parte dos cartões de crédito, que emitem então o Certificado de Schengen, que pode ser solicitado pelos funcionários da imigração. Outra exigência é que você leve ao menos 60 euros/pessoa por dia de permanência em território europeu. Quer saber de uma coisa? Nunca me pediram coisa alguma, mas sempre tenho tudo direitinho, sabe-se lá.

Bem, amigos, isto é tudo, eu acho. Abaixo links que irão ajudá-los nas diversas fases do planejamento deste sonho. Basta clicar em cada item para visitar os sites:

passagens aéreas a bons preços

resenhas de hotéis

aqui vemos os preços de passagens de trem na França, e temos acesso à Rail Europe

como estará o tempo?

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2 pensamentos sobre “Um sonho a mais não faz mal

  1. Seu blog está chocante, lindíssimo,paisagens e fotos maravilhosas e os comentários ótimos .Informações importantes.

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