Publicado por: santista11 | 07/07/2010

Canadá – Um Sonho de Viagem 2

Parte 2 – Começando pela Costa Leste
  
 

 

Nossa viagem começou em Toronto, que já conhecíamos. Cidade agradabilíssima, muito cosmopolita, porém sem aquela agitação frenética das grandes metrópoles. É a maior cidade canadense, com cerca de 4 milhões de habitantes, centro financeiro do país, localizada na província de Ontario (por favor, nada de suprimir letras!). Nosso vôo pela Air Canada foi bem tranquilo, e ficamos muito contentes porque o hotel escolhido na CVC era bem localizado, porém num local silencioso e agradável, vejam:  

 

Hotel Quality Inn, entre Jarvis e Lombard Street, Toronto

 Da janela do hotel tínhamos uma linda vista, com muito verde.  

Da janela: catedral St James, muito verde e arranha-céus

Curtimos a cidade, visitamos a CN Tower, maior torre sem sustentação do mundo, aproveitamos a sua excelente gastronomia e alugamos carro para dar um pulinho em Niagara Falls. As cataratas são bem bonitas, gostaria de ter ficado até anoitecer para vê-las iluminadas, mas o pôr do sol acontece muito tarde no verão e estávamos bastante cansados, então desistimos. Mas fizemos o passeio no barco Maid of the Mist e fomos ver as esquisitices de Clifton Hill, uma rua ultra brega, a principal da cidade.  

Passeio nas cataratas a bordo do navio Maid of the Mist

"Chão de vidro" na CN Tower: a cidade a seus pés

Downtown Toronto: arranha céus e charme canadense

Tinha comprado na internet os tickets para a viagem Toronto/Québec pela Via Rail. Comprei 2ª classe pois já havia viajado dessa forma em 93 e tinha sido ótimo. Quando trocamos de trem em Montreal melhorou sensivelmente, mas o primeiro trem Toronto/Montreal na 2ª classe foi simplesmente horroroso, arrependi-me amargamente por não ter comprado 1ª classe!  

Outro aviso: caso você pretenda visitar Toronto no verão (fomos no final da primavera), acredite, realmente pode fazer bastante calor. Eu não tinha acreditado e só havia levado tênis e sapatos fechados. Resultado, tive que procurar uma sandália para o meu micro pé (pelos padrões canadenses), que fosse  bonitinha e não muito cara, e creia-me, foi muito difícil, as sandálias eram invariavelmente horríveis, grandes demais ou caras, isto quando não reuniam as 3 “qualidades”. Mas consegui, ufa!  

Acho mágica a chegada por trem a Québec, a estação é fofíssima. Ficamos hospedados no mesmo hotel da 1ª viagem, o Manoir Victoria, que tinha sido reformado recentemente; já era muito bom em 93, agora está bem melhor, e é na Côte Du Palais, bem na Vieux Québec, você caminha por todas aquelas ruazinhas absolutamente charmosas, para todo lugar que se olhe só se avista beleza.  

Vieux Québec, avistando-se Chateau Frontenac e Rio São Lourenço

A ville  de Québec,  única cidade murada da América do Norte,  situa-se na província de mesmo nome, a maior do país,  até bem pouco tempo  também a mais importante. A Nova França, fundada pelo grande navegador Samuel de Champlain nessa região do São Lourenço e da Baía do Hudson no início do século 17, tinha no comércio de peles, monopolizado a partir de 1670 pela Hudson’s Bay Company, a sua grande fonte de renda. Sua importância é tão grande que  o Canadá é um país bilíngue apenas por sua causa. A colonização francesa iniciada por Champlain foi finalmente encerrada após a Guerra dos Sete Anos, que culminou, em 1759, na famosa batalha das Planícies de Abraão, quando os ingleses, que já dominavam outras províncias no país, tomaram conta também de Québec.  Os québecois são extremamente orgulhosos de sua história,  sua língua e demais tradições. Durante muitos anos houve um movimento separatista, tendo ocorrido vários plebiscitos, até que depois do último deles, em que os contrários à separação ganharam por diferença apertadíssima, a Câmara dos Comuns do Canadá aprovou uma moção reconhecendo que “os quebequenses formam uma nação dentro de um Canadá unido.”   

Place Royale

 Visitando Québec, não deixem de alugar um carro para conhecer seus arredores. A natureza é muito exuberante. As fotos abaixo não estão muito boas, mas eu garanto que ao vivo é lindo.

Nossa, que saudade! Vocês já estão animados para comprar passagens e reservar hotéis? No próximo post, Montanhas Rochosas, até lá.

Cachoeira Montmorency (La chute Montmorency), arredores de Québec

 

Basílica de Sainte Anne de Beaupré, arredores de Québec (sec XVII)

 

Terrace Dufferin

Publicado por: santista11 | 02/07/2010

Futebol e Cidadania

Meu maridão já fez poesias. E poesia engajada. Neste dia em que muitas pessoas estão tristinhas com a eliminação da seleção brasileira, eis o que ele escreveu em situação semelhante (Copa de 1990). Está bem atual…

BRASIL AO TETRA OU À QUEDA

E o povo ora, ora bolas!

Nessas horas as bolas rolam.

Rolam lágrimas e euforia,

explode a alegria!

Alegria? Que alegira?

A alegria da bela jogada

ou a frustração daquela errada?

 

Que mancada, Brasil!

A suécia do serralheiro

cravou quente no trabalhador.

Bem no traseiro. Com dor.

Que emoção!

A vitória da Seleção

misturada à política de demissão.

Bola pra frente, trabalhador!

É bom entender o samba enredo.

No bojo, sem essa de desemprego.

E o salário? Como é que fica?

Fora do bolso?

 

Dá nojo, o Brasil pobre com costa rica

e dá-lhe arrocho! Arrocho salarial! Vamos muito mal.

Que mal? A Seleção tá tão legal!

Só torce quem pode.

Quem não pode se sacode

e no sacolão da miséria estamos a mil.

PAPA ESSA BRASIL!

 

Escócia, o teu whisky não é nossa cachaça,

é a nossa desgraça e provoca inflação.

No campo, passamos pela primeira fase

sem corrupção ou trapaça.

E a nossa gente, que graça!

Vê na bola a nossa raça…

Pra frente Seleção.

 

Nas oitavas-de-final chegamos

placares apertados, foi por um triz!

Seleção forte, seis pontos faturamos,

povo faminto e fraco… São dois brasis!

No gramado valentia, no povo euforia

é comunhão de fantasias… pinta de campeão.

 

Desfalca-nos o time,

O “Indiana Collor” Presidente,

falso pluri-atleta do JET SKI,

o brinquedo do garotão.

Elle confisca nosso dinheiro,

faz do país seu picadeiro,

seu pobre parque de diversão.

 

Não chore por nós Argentina,

você sofre da mesma sina

violência, miséria e corrupção.

No campo cruzamos os bigodes.

Mas isso não nos faz fortes

somos vitimas da mesma exploração.

Pois cinicamente o “Tio Sam” nos enrola

e das oitavas-de-final fica de fora.

Mas será nosso próximo anfitrião.

Nesta etapa o confronto nos fascina,

pois a classificada América Latina

é a sacrificada vítima da hiper inflação.

 

É, Brasil! Nesta fase não se erra.

O teu erro logo encerra

o sonho de ser campeão.

Campeão? Em verdade o Brasil é campeão:

Em acidentes de trabalho, desemprego,

baixos salários, analfabetismo e corrupção.

 

Oh! Perdão.

A derrota da nossa Seleção

não nos sai da mente.

Afinal, somos torcedores brasileiros doentes

Doentes por infecção hospitalar,

carentes de habitação, saneamento básico

e falta saúde pra toda essa gente.

E… olha que o país é farto.

Falta tudo!

até governo decente.

 

Por isso, volta. Volta Seleção.

Estou decepcionado que nem sei!

Acordem, compatriotas!

O tetra não é o título que esperei.

Brasil, tenho pena do teu povo,

pois deu uma de otário,

gastando o seu mísero salário

pra fazer o teu cartaz.

Bola rolando e as bandeirinhas acenando

e o povo infeliz chorando

só porque o tetra não vem mais.

 

Na próxima Copa ficarei na minha.

Mas sei que a ilusão virá de novo,

pois o governo gosta de Copa,

porque na Copa ele cozinha…

O POVO.

Publicado por: santista11 | 02/07/2010

Canadá – um Sonho de Viagem

Parte 1 – Planejamento

Doze anos após a primeira viagem, em 1993, em que conhecemos 3 cidades da costa Leste (Toronto, Montreal e Québec), resolvemos nos presentear com uma visita mais abrangente ao maravilhoso Canadá.

O planejamento teve seus contratempos, contei com o apoio da CVC, que na verdade não ajudou em quase nada, e somente após descobrir a Canadá Turismo na internet    www.canadaturismo.com.br é que conseguimos realmente destrinchar a viagem. Pelo roteiro sugerido pela CVC iríamos a Calgary, o que foi desaconselhado pela Canadá Turismo. Não me arrependi, acho que evitei uma cidade pouco turística. Sozinha eu reservei o hotel de Hinton (cidade próxima a Jasper, e bem mais econômica), um Holliday Inn básico e confortável, e também comprei nossas passagens de trem (Via Rail) de Toronto a Québec, já que cismei que não queria ir a Montreal (nem eu entendi…)

Nosso roteirinho ficou assim:


View Larger Map

Começamos em Toronto, passando pela província de Alberta, e acabamos em Vancouver. Comece clicando em Toronto, depois Québec e continue até chegar a Vancouver. Você tem que mover o mapa para a esquerda (pois começamos em Toronto e Québec, costa leste, passamos por Edmonton e Montanhas Rochosas, na província de Alberta, centro do país, e fomos até Vancouver e Victoria, na Colúmbia Britânica, costa oeste do Canadá). Este é o googlemaps, ao qual fui apresentada através do excelente post do Fred .

É interativo, você pode colocar o nome de diversos locais que serão citados nos próximos posts, é divertido!
Começo aqui a matar, ao menos virtualmente, as saudades do maravilhoso Canadá.

Publicado por: santista11 | 16/01/2010

Ortisei

Adorável cidadezinha italiana, situada na província denominada Trentino-Alto Ádige, região de Val Gardena, nordeste italiano, quase fronteira com a Áustria. Na verdade quando chegamos  parecia que havíamos deixado a Itália, principalmente devido à língua falada por lá, pois menos de 6% dos habitantes de Ortisei têm o italiano como primeira língua. Mais adiante eu explico essa história.

Em Bolzano pegamos o ônibus que nos levaria a Ortisei

Ortisei fica a cerca de 40 km de Bolzano, cidade com boa estrutura de transportes, porém meio sem graça. Chegamos a Bolzano de trem e pegamos o ônibus para o nosso destino final. Tudo deu certinho graças ao super Zé, que nos passou todas as dicas.

A viagem é linda, como vocês podem imaginar, já que estamos nos Alpes italianos, denominados Dolomiti, e dura cerca de uma hora. O ponto negativo foi que viajamos em pé o tempo inteiro, em alguns momentos havia pessoas até mesmo nas escadas do ônibus! Ficou claro para nós que a periodicidade/quantidade de ônibus atual é insuficiente para a demanda. Mas viajar de ônibus em pé na Itália, Dolomiti, com aquela paisagem, vale, né? (O marido ficou meio verde, mas resistiu bravamente!)

Ortisei também é denominada St Ulrich (o nome alemão). O David, filho do dono da pousadinha (Garni Rives) em que ficamos contou-me que, há cerca de 100 anos atrás, o idioma de todas as vilas situadas nos Alpes era o ladino, originado da linguagem celta mesclada ao latim dos conquistadores romanos do primeiro século da era cristã. Com o advento dos estados modernos,  da unificação de Itália e Alemanha a partir da segunda metade do século 19, e principalmente após a I Guerra Mundial, cada país começa a impor o seu idioma, e o ladino desaparece dos Alpes, com exceção de 7 vilas aonde ele ainda é falado e ensinado nas escolas.  O fato é que praticamente não ouvimos o italiano durante a nossa visita, pareceu-nos que todos ali falavam alemão e ladino.

Ortisei

Museu de Val Gardena, boa mostra da cultura da região

Linda maquete da cidade, exposta no Museu

Ortisei dá acesso a duas montanhas, boas para a prática de esqui ou caminhadas: Seceda e Alpe di Siusi. O acesso é excelente, você caminha um pouco numa espécie de túnel e depois pega a gôndola para a montanha.

Caminho para o Seceda, a ninja ali sou eu (muuuito frio)

Belo painel mostrando a montanha de forma panorâmica

Na verdade, nós chegamos a Ortisei junto com uma frente fria com a qual não contávamos, então acabamos desistindo de subir a montanha, pois lá em cima a temperatura estava inferior a zero. Mas cliquem neste link para ver mais imagens e um videozinho interessante.

Impressão geral: valeu muito a pena, como vocês podem ver por todas as imagens aqui. Voltaremos com certeza, se Deus nos permitir!

Mais Ortisei para finalizar:

Delícia caminhar admirando esta paisagem!

Lindo visual visto de nossa varandinha na pousada.

Gatinho charmoso!

Publicado por: santista11 | 23/12/2009

Renascer

“Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e, em lugar da sarça, crescerá a murta; isso será para o Senhor por nome, por sinal eterno, que nunca se apagará.” (Isaías 55:13)

                 “Pois um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)

Natal. Nascimento. Renascimento. Cristo vivo, único ser capaz de modificar-nos, transformar nossas vidas. Basta que o convidemos, aceitando o Seu senhorio, caminhando a Seu lado dia a dia.

Neste Natal, querido amigo, desejo que você deixe o Salvador envolver a sua vida.

Paz em nossos corações. Excelente 2010!

Publicado por: santista11 | 10/12/2009

Nada melhor do que não fazer nada…

Mesmo nas cidades mais agitadas e com maior concentração turística, existem verdadeiros oásis. Locais onde você pode exercitar…

il dolce far niente

 

Florença vista lá do alto, na Piazza Michelangelo. Muito gostoso subir as escadarias e depois desfrutar dessa vista...

   

Villa Borghese, Roma

Após visitar a ótima Galeria Borghese, delicie-se neste espaço, caminhe, alugue uma bicicleta...

n’avez rien à faire

 

Relaxante Museu de Moyen Age, antigo Museu de Cluny, no Quartier Latin, em Paris

Jardim de Luxemburgo, em Paris. Delícia caminhar nesse solzinho de inverno...

no hacer nada

Jardim Botânico, Palermo, Buenos Aires

Local perfeito para uma "pausa estratégica"...

‘tô de férias…

Praia Vermelha, Rio,linda vista que se tem ao fazer a trilha Cláudio Coutinho

Stress? ? Num lugar assim, garanto ser impossível...

Vista Chinesa, Rio, gostoso até quando o tempo não colabora!

Enfim, toda viagem merece passeios assim relax. Uma pausa nos museus, igrejas, monumentos… “oásis” em nossos roteiros.

Abaixo o turismo estressante! Viva o planejamento não “engessante”!

Tenhamos sempre excelentes viagens.

Publicado por: santista11 | 05/12/2009

Nosso lugar

Mafalda e o nosso lugar

Tenho pensado muito sobre o que significa amar este país onde nascemos.

Muitos optam por posições simplistas, descambando para o otimismo exagerado ou para o pessimismo tao nocivo, colocando-nos como os “piores” em tudo – ‘ah, isso é Brasil ‘, dizem a qualquer coisa errada.

Exemplo de visão míope temos naquelas pessoas que, mal se importando em conhecer e falar bem o nosso lindo idioma, apressam-se em aprender outra língua…

Estou convencida de que patriotismo inclui não apenas amar nossa terra, como também termos consciência política, participativa e cidadã, o que nos levará à certeza de não sermos os piores, deixando-nos de cabeça erguida.

Amar nosso idioma, belíssimo, dificílimo. Conhecer nossos grandes autores, clássicos e contemporâneos, ao invés de lermos somente os best sellers da moda.

Sempre que for possível, contribuir para que a vida seja menos árdua para os menos favorecidos. Várias igrejas possuem trabalhos sociais visando à inclusão social dessas pessoas.

Finalmente, já que nossa proposta no blog é falar sobre viagens, conhecer nosso país continental e sua fascinante diversidade cultural.

Desejo-lhes excelentes viagens!

Publicado por: santista11 | 30/11/2009

Ciao Itália

No excelente blog Abrindo o Bico, da querida Marcie, (veja no blogroll ao lado o link) fiz um relato de minha recente viagem à Itália.

Já que inaugurei blog próprio, transcrevo aqui o texto, lembrando que algumas  fotos/legendas são diferentes.

Após um gostinho da Europa ano passado, quando conhecemos Paris e Madri no finalzinho do inverno, eu e o marido resolvemos conhecer algumas cidades da Itália.

Na verdade, esta viagem deveria ter sido feita somente no ano que vem, pois meu filho casou-se agora em setembro e a despesa, bem como o stress, foram medonhos… Mas quando eu coloco um plano na minha cabecinha, não sossego – e afinal de contas, era pra comemorar minha aposentadoria!

Solução encontrada: mochilão “chic”!

Foram quase três semanas (demos uma passadinha de 4 dias em Paris pra matar as saudades) em que provamos que, definitivamente, a vida começa aos 40, pois nossa vitalidade foi de adolescentes.

Depois de ter conhecido o charme do inverno parisiense, foi muito bom rever a cidade numa temperatura agradável para nós, brasileiros, e não ter compromisso de conhecer lugares, e sim desfrutar da cidade do modo mais slow possível.

Adoro os Cafés parisienses...

Adoro os Cafés parisienses...

Chegamos a Veneza, primeiro destino da nossa temporada italiana, pela Air France. Estávamos tão deslumbrados com a cidade que nem nos importamos tanto com a caminhada de uns 15 minutos até o hotel, arrastando as malas pelas pontes e ruas acidentadas. Veneza é uma cidade realmente fascinante, como você pode ver por aqui:

Anoitecer em Veneza...

Anoitecer em Veneza...

Foi com certeza a cidade em que melhor comemos na Itália. Nossa alimentação é à base principalmente de peixes e saladas, então fizemos a festa. Primeiro jantar, chegamos à trattoria indicada pela recepcionista do hotel, Ae 3 Soree, bem típica, garçonetes falando muito pouco inglês. Olhei o cardápio e descobri pesce a la griglia (grelhado), preço razoável – 24 euros para duas pessoas. Pedimos contorni (acompanhamentos, legumes) e insalata, felizes da vida. Só que a porção para dois na verdade serviria uns quatro: três peixes enooooormes, atum e polvo. Tudo bem, valeu a lição, aprendemos logo em nossa primeira refeição que os italianos são fartos, as porções são muitas vezes suficientes para dois, então em várias ocasiões dividíamos alguma coisa. Outra trattoria BBB que experimentamos foi a Casa Mia, onde comi um salmão maravilhoso.

Gente, vou ter que confessar. Amei Veneza mas depois de algum tempo andando, ( porque – sim, nos 2 dias em que ficamos lá conseguimos a façanha de nos perder em TODAS as vezes em que deixamos o hotel), a coisa começava a me irritar, ou melhor, os meus pés é que gritavam.

Pausa para foto... e descanso!

Pausa para foto... e descanso!

Segundo destino, Dolomiti, vilinha de Ortisei (copiado do roteiro do   

HPIM3302

Ortisei vista da varanda de nosso hotel

Chegamos à cidade junto com uma frente fria, devia estar uns 10º C, e chuviscava. Bem na nossa frente, o Café Haiti, local de um tremendo momento Ofélia. Pedi capuccino com panna, pois queria uma coisinha leve pra poder jantar mais tarde. Veio o capuccino e eu fiquei aguardando, certa de que panna era pão – tolinha…

Teve um outro mico bem básico, não imprimi o e-mail de confirmação da reserva do B&B, feita com 6 meses de antecedência, e não sabia o nome da rua do hotel. E ninguém conhecia o Garni Rives por ali. Coisas de adolescentes…

Fomos em seguida a Florença, lugar adorável, onde aproveitei também pra conhecer Siena e Pisa. Siena é muito bem preservada, ruelas e becos nos transportam para o passado, vejam:

Siena

Siena

Visitando Florença, não deixem de ir à Piazza Michelangelo, apreciar sua bela vista da cidade, e relaxar. Tem ônibus que deixa lá em cima, mas se você tiver disposição vá a pé mesmo, é gostoso. Só conto pra vocês que essa minha temporada na zoropa fez o que seis meses de dieta não tinham conseguido… Falando em comida, duas indicações de restaurante, a Antica Trattoria da Tito (Via San Gallo, 122), próxima à Piazza San Marco, super típica, ambiente prá lá de alegre, garçons atenciosos, comida boa e barata. Para almoço, próximo à Piazza Michelangelo, tem o Zoe (Via dei Renai, 13), decoração jovem e clean, serviço bem rápido.

Finalmente, Roma, que já começou bem por ter sido a primeira estação de trem onde conseguimos carregador, nas outras não vi nem carrinho para as malas, caramba! Toda vez que estava nas estações de trem da Itália tinha saudades da organização e limpeza do Canadá. Banheiros das estações de cidades menores sempre meio sujinhos.

Amei Roma, suas piazzas e fontanas grandiosas (pena que esteja tudo tão lotado sempre, dia e noite), o Museu do Vaticano foi o de que mais gostei nessa viagem, dentre tantos maravilhosos.

Coliseu

Coliseu

HPIM3774

Piazza Navona, lindas fontes

Pra fechar a viagem, momento Ofélia total na cantina ao lado de meu hotel, onde fui pedir um café da manhã tardio (eram 11 h). A moça, romena, falava pouco inglês e euzinha queria aproveitar para utilizar minhas palavrinhas em italiano, então pedi formaggio, caffe latte, succo di arancia e panne, ao que ela me informou não ter pão, daí soltei esta: “un cornuto”. E ela foi tão legal que corrigiu pra corneto sem rir…

 

 

Publicado por: santista11 | 27/11/2009

Um sonho a mais não faz mal

Restaurante do Museu Orsay, em Paris: lindo ambiente e bons preços

Como visitar a Europa? Aliás, como conhecer o melhor de cada país, quando o seu tempo, orçamento, ou mesmo a conjugação desses dois fatores não permite uma estadia muito longa em seu destino?

Comecei a matar essa charada, inicialmente, visitando o excelente blog do Ricardo Freire.

Leia Mais…

Publicado por: santista11 | 24/11/2009

Impacto

Primeira vez em Paris. O olhar encanta-se com tanta beleza.  Quartier Latin, em frente à Sorbonne, local do simpático hotel escolhido para a estadia, é perfeito. A poucos passos , o Sena, a Conciergerie, a Notre Dame, o Palácio de Justiça com a Saint Chapelle.

Sena fotografado da janela do Louvre

Detalhe da Conciergerie, às margesn do Sena

 

Simetria na paisagem invernal do Jardim de Luxemburgo

Museu de Cluny, atualmente denominado Museu Nacional de Moyen Age

As paisagens parisienses encantam, já os museus e igrejas são puro deleite.

O Museu Rodin é bastante relaxante, pois podemos apreciar várias obras em seus maravilhosos jardins. Rodin viveu nessa mansão, o Hôtel Biron, de 1908 a 1917, ano de sua morte. Em troca do apartamento e estúdio, de propriedade do Estado, o artista legou ao país a sua obra, hoje exposta no museu.

Jardins do Museu Rodin, obra O Pensador, Dôme ao fundo

Após a visita, quis seguir à risca o meu planejamento e almoçar num restaurante recomendado no Guia Visual da Folha. Detalhe: este ano, em minha segunda viagem, já não tinha muitos planos, bem mais  relax… ô coisa boa! Bem, o marido olhou o mapa (sua especialidade) e disse-me que o tal do restaurante era perto. Resultado: caminhada de quase uma hora, e quando finalmente chegamos,  estava fechado. Fracasso total, não? NÃO, absolutamente não! Olha o que avistamos, com muita emoção (não estava no esquema) no caminho:

Torre Eiffel

Bem ao lado do tal restaurante fechado encontrava-se uma créperie minúscula. A fome apertava, eram mais de duas da tarde… Entramos. Lugar simpaticíssimo, tipicamente francês, acho que não vai um turista sequer, administrado por uma família em que só o pai fala um pouquinho de inglês. E os crepes, tanto doces quanto salgados… huuuummm! Infelizmente não me lembro o nome e não vi cartão do lugar.

Moral da história: vitória do improviso sobre  o planejamento sem graça, lição que ficou para as minhas viagens seguintes. Devemos restringir ao mínimo nossas agendas para o dia a dia da viagem.  Caminhar, relaxar, apreciar e aceitar todo o impacto, positivo ou negativo, que apareça pelo caminho.

« Novos Posts - Posts mais antigos »

Categorias

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.